Ultimamente, com o advento e posterior avanço tecnológico, de forma cada vez mais ultrajante abre-se mão de sua intimidade a troco de aparentemente nada. Que o digam o Orkut, Twitter, Blogspot e afins. Mas será que esse é um fenômeno recente?
Com a derrocada do Império Romano do Ocidente, iniciou-se, na Idade Média, a era Feudal. O que se passava em um feudo muito dificilmente era sabido pelo feudo vizinho, quanto mais pelo palácio real. O cotidiano de uma pessoa era, de fato, muito vigiado, mas não pela infinidade de pessoas com que tal fenômeno se dá nos dias de hoje, muito menos por opção do homem feudal (exceto se o indivíduo em questão for um vagal qualquer, não-habitante de feudos - não na alta Idade Média).
Devido aos avanços sociais (incluindo-se aí os ideais revolucionários de liberté, egalité e fraternité), o ser humano conseguiu, enfim, o pleno desenvolvimento de sua intimidade (a não ser, claro, que você fosse um escravo, algo de difícil concepção dos dias de hoje, também pelo fato de se reinvidicar a igualdade).
Porém, nos dias de hoje, fenômeno adverso ocorre: conscientes da abdicação de sua privacidade, a população hodierna busca de forma cada vez mais veemente uma vida menos íntima e mais pública, quer expondo seus gostos, aspectos físicos e interesses, quer divulgando o que se faz naquele dado momento.
Desta forma, restam as indagações: é o ser humano um animal digno de possuir vida privada, ou simplesmente gosta tanto de mudar que, ao adquirir uma coisa, parte em busca de seu inverso, de que era dono antes de possuir o novo? O que encontra-se em voga hoje em dia, assim o estará nos dias vindouros? O que aparentemente é novo, de fato o é? As mudanças são realmente melhores?
Não arrisco-me a responder: provavelmente erraria ao escolher qualquer uma das possíveis alternativas.
Com a derrocada do Império Romano do Ocidente, iniciou-se, na Idade Média, a era Feudal. O que se passava em um feudo muito dificilmente era sabido pelo feudo vizinho, quanto mais pelo palácio real. O cotidiano de uma pessoa era, de fato, muito vigiado, mas não pela infinidade de pessoas com que tal fenômeno se dá nos dias de hoje, muito menos por opção do homem feudal (exceto se o indivíduo em questão for um vagal qualquer, não-habitante de feudos - não na alta Idade Média).
Devido aos avanços sociais (incluindo-se aí os ideais revolucionários de liberté, egalité e fraternité), o ser humano conseguiu, enfim, o pleno desenvolvimento de sua intimidade (a não ser, claro, que você fosse um escravo, algo de difícil concepção dos dias de hoje, também pelo fato de se reinvidicar a igualdade).
Porém, nos dias de hoje, fenômeno adverso ocorre: conscientes da abdicação de sua privacidade, a população hodierna busca de forma cada vez mais veemente uma vida menos íntima e mais pública, quer expondo seus gostos, aspectos físicos e interesses, quer divulgando o que se faz naquele dado momento.
Desta forma, restam as indagações: é o ser humano um animal digno de possuir vida privada, ou simplesmente gosta tanto de mudar que, ao adquirir uma coisa, parte em busca de seu inverso, de que era dono antes de possuir o novo? O que encontra-se em voga hoje em dia, assim o estará nos dias vindouros? O que aparentemente é novo, de fato o é? As mudanças são realmente melhores?
Não arrisco-me a responder: provavelmente erraria ao escolher qualquer uma das possíveis alternativas.